A prova não contém incorreções de natureza científica e avalia de forma equilibrada os diferentes conteúdos programáticos.

Consideramos que se trata de uma prova com um grau de complexidade um pouco inferior ao da primeira fase, essencialmente por conter questões mais simples de um ponto de vista do cálculo, o que possibilita também que os alunos a possam resolver a um ritmo mais tranquilo.

Por outro lado, pensamos que faltam no enunciado itens de complexidade mais elevada que permitam selecionar os alunos com melhor desempenho.

Anúncios

Consideramos que este exame está num patamar de exigência que se pode considerar semelhante ou muito ligeiramente superior ao do correspondente exame realizado no ano passado. Reforçamos a necessidade de se irem registando ligeiros aumentos do nível de exigência, acompanhando a tendência que se tem verificado nos três últimos anos e no sentido do que tem sido expresso nos pareceres da Sociedade Portuguesa de Matemática. Essa evolução permitirá que este exame venha a avaliar com rigor aquilo que deve ser exigido a alunos que frequentam o ramo do ensino secundário que dá acesso, por exemplo, a formações superiores nas áreas de ciência, tecnologia, engenharia e economia, todas elas possuindo uma forte componente matemática.

Nesta prova pode encontrar-se um item (1.2. do grupo II) que ajuda a distinguir os melhores alunos dos bons alunos pois exige capacidades matemáticas mais elaboradas, contudo consideramos que seria desejável que a prova contemplasse mais algum item com essas caraterísticas.

Tal como já referimos em anos anteriores, continuamos a defender que não se justifica a existência de um formulário reunindo um conjunto de propriedades que devem ser registadas em memória pelos alunos dos agrupamentos de estudos que contemplam a disciplina de Matemática A.

Em resumo, a SPM faz uma avaliação positiva desta prova de exame embora considere que há ainda lugar para um ajustamento do nível de exigência.

O Exame Nacional de Matemática A que hoje se realizou é equilibrado e cobre correctamente o programa. O seu grau de dificuldade é semelhante ao da prova da 1ª fase deste ano, sendo no entanto mais trabalhoso em termos de cálculos. Assim, pensamos que a resolução integral desta prova possa ser mais morosa, levando parte dos alunos a ter de recorrer ao tempo de tolerância concedido.

É de louvar que este enunciado não contenha qualquer item imediatamente acessível a alunos que estão a terminar o Ensino Básico (9º ano).

Temos dúvidas quanto à pertinência da parte final da questão 2.2 do grupo II. Tal como já referimos em anos passados, pensamos que não deve ser avaliada a capacidade de o aluno adivinhar possíveis raciocínios subjacentes a uma resposta errada, com vista a corrigi-la. Esta tarefa, podendo ser adequada – de um ponto de vista pedagógico – ao trabalho desenvolvido em sala de aula, dificilmente se pode transpor para uma prova escrita.

Comparativamente a anos anteriores, os exames nacionais de Matemática A deste ano estabelecem padrões de exigência bastante mais adequados, contribuindo assim para qu nos próximos anos possamos ter melhores referenciais, reguladores das práticas de ensino, com vista a uma maior qualidade dos conhecimentos matemáticos dos jovens que terminam os estudos secundários nas áreas de ciências, tecnologia e economia.

O Exame Nacional de Matemática A que hoje se realizou é equilibrado, cobre correctamente o programa e tem uma extensão adequada ao tempo de resolução previsto.

A Sociedade Portuguesa de Matemática regista com agrado um aumento no grau de exigência geral da prova, estando a presente avaliação mais adaptada ao que consideramos ser o conjunto de conhecimentos e procedimentos matemáticos que os alunos devem dominar ao término do Ensino Secundário.

Certas questões, como a 5 ou a 6.1 do grupo II, requerem um desembaraço superior ao que tem sido norma em anos anteriores. Contudo, existem aspectos que devem ser corrigidos nos próximos anos. Por exemplo, não se justifica a existência do formulário, que reúne uma colecção de factos que devem ser conhecidos por qualquer aluno no final do 12º ano nas áreas de ciência, tecnologia e economia. Por outro lado, faltam itens que apelem ao raciocínio abstracto matemático. Este tipo de questões são escassas e aparecem sistematicamente ligadas às Probabilidades (ver o item 3 do grupo II). Finalmente, faltam perguntas de selecção que permitam fazer a distinção entre os alunos muitos bons e os alunos excelentes.

Apesar de considerarmos que o grau de dificuldade da prova ainda está abaixo do desejado, pode não ser razoável, depois do nível baixíssimo que este exame atingiu em 2007 e 2008, aumentá-lo de forma abrupta num espaço de tempo tão curto, pelo que fazemos uma avaliação positiva da presente prova.

Em conclusão, tanto esta prova como a da 1.ª fase ficam aquém do que seria desejável no sentido de promover um estudo sério e responsável por parte dos alunos, nomeadamente daqueles que agora se candidatam a cursos superiores de Ciência e Tecnologia.

Este exame destina-se a alunos que após, 9 anos de estudos no Ensino Básico, ingressaram nos cursos de Ciências e Tecnologias ou Ciências Sócio-Económicas do ensino secundário. Como tal receberam 3 anos de formação específica em Matemática com o intuito de os preparar para os desafios que irão encontrar em cursos superiores de ciências, tecnologia ou economia. Dentro de alguns anos, estes alunos terão empregos de responsabilidade no desenvolvimento científico, tecnológico e económico do país. A prova de hoje, apesar de apresentar um grau de complexidade ligeiramente superior às de 2009, está longe de ter o grau de exigência que consideramos adequado para alunos com este perfil.