O Exame Nacional de Matemática A que hoje se realizou é equilibrado e cobre correctamente o programa. O seu grau de dificuldade é semelhante ao da prova da 1ª fase deste ano, sendo no entanto mais trabalhoso em termos de cálculos. Assim, pensamos que a resolução integral desta prova possa ser mais morosa, levando parte dos alunos a ter de recorrer ao tempo de tolerância concedido.

É de louvar que este enunciado não contenha qualquer item imediatamente acessível a alunos que estão a terminar o Ensino Básico (9º ano).

Temos dúvidas quanto à pertinência da parte final da questão 2.2 do grupo II. Tal como já referimos em anos passados, pensamos que não deve ser avaliada a capacidade de o aluno adivinhar possíveis raciocínios subjacentes a uma resposta errada, com vista a corrigi-la. Esta tarefa, podendo ser adequada – de um ponto de vista pedagógico – ao trabalho desenvolvido em sala de aula, dificilmente se pode transpor para uma prova escrita.

Comparativamente a anos anteriores, os exames nacionais de Matemática A deste ano estabelecem padrões de exigência bastante mais adequados, contribuindo assim para qu nos próximos anos possamos ter melhores referenciais, reguladores das práticas de ensino, com vista a uma maior qualidade dos conhecimentos matemáticos dos jovens que terminam os estudos secundários nas áreas de ciências, tecnologia e economia.